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Quinta, 16 Junho 2016 20:31

Doença Sexualmente Transmissivel (DST)

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

As DSTs são consideradas como um dos problemas de Saúde Pública, mais comuns em todo o mundo. Em ambos os sexos, tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças, inclusive a AIDS, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil. São elas:

  • AIDS.
  • Cancro mole.
  • Condiloma acuminado ou HPV.
  • Gonorreia.
  • Clamídia.
  • Herpes Genital.
  • Linfogranuloma venéreo.
  • Sífilis.
  • Tricomoníase.
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP).
  • Vaginose Bacteriana.
  • Corrimento Vaginal.
  • HTLV e Pediculose Pubiana.
  • Hepatite B, entre outras.
Em primeiro lugar, fazer sexo sem camisinha significa estar vulnerável às DSTs, assim como compartilhar seringas e adotar outros comportamentos de risco. Se você teve alguma atitude que pode comprometer sua saúde, procure fazer exames e se cuidar. Um diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento de doenças.

É importante notar, entretanto, que algumas DSTs não apresentam nenhum sintoma, de modo que é necessário manter uma rotina de acompanhamento médico regular, com a realização dos exames indicados pelo especialista.

O Ministério da Saúde enumerou uma série de sintomas que podem estar relacionados a diferentes DSTs. Um diagnóstico exato, entretanto, somente poderá ser realizado consultando um médico. Confira a lista:

SINTOMAS: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região.
DSTS PROVÁVEIS: Tricomoníase, gonorreia, clamídia.
SINTOMAS: Corrimento pelo canal urinário, de cor amarela purulenta ou mais clara. Às vezes com cheiro ruim, pode vir acompanhado de coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante.
DSTS PROVÁVEIS: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.
SINTOMAS: Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de "íngua" na virilha.
DSTS PROVÁVEIS: Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo.
SINTOMAS: Verrugas genitais ou "crista de galo" (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-flor.
DSTS PROVÁVEIS: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

EXAMES: Para realizar os exames de DSTs, é possível recorrer aos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os CTA são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção das DSTs. Neles, é possível realizar gratuitamente testes para HIV, sífilis e hepatites B e C. Segundo o site do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem faz o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde. Eles vão orientar o paciente sobre o resultado final do exame, independente de ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.

Tratamento: Todas as DSTs tem um tipo de tratamento específico, dependendo muitas vezes do tipo de infecção que se trata. As DSTs podem ser causadas por bactérias, fungos ou vírus, e muitas delas não apresentam sintomas. Desse modo, é fundamental realizar exames de rotina, além de usar o preservativo para prevenir a contaminação.

Entre as gestantes, o não tratamento de uma DST pode gerar abortos espontâneos, natimortos, baixo peso ao nascer, infecção congênita e perinatal. Nas mulheres com infecções por gonorreia ou clamídia que não são tratadas, 10 a 40% desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), aumentando 6 a 10 vezes as chances de desenvolver a gravidez ectópica. O HPV está relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva e ânus. Desse modo, prevenir e tratar as DST são fundamentais para evitar complicações das doenças.

Para saber qual é o procedimento indicado no caso de qualquer doença, é preciso que ela seja identificada por um médico. O diagnóstico precoce pode ser muito útil para o processo de cura, sendo recomendado consultar um especialista assim que aparecer qualquer sintoma, além de realizar os exames de rotina.

Com relação às DSTs, muitas vezes o paciente interrompe os cuidados assim que os sintomas desagradáveis desaparecem, acreditando que se livrou do problema. Entretanto, é fundamental seguir à risca as recomendações médicas, até que você receba a liberação do tratamento.

Para que se rompa a cadeia de transmissão da DST, é importante envolver seu parceiro sexual no tratamento, mesmo que ele não apresente sintomas. Isso serve para a maioria das doenças. Se você tiver qualquer dúvida, aproveite a oportunidade e pergunte ao seu medico. Buscar informações na internet ou com amigos pode trazer ainda mais dúvidas, então é importante manter um canal de comunicação aberto com seu médico.

Fonte: Ministério da Saúde

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